DIVERSIDADE DE GÊNERO – MULHERES

1. A DIVERSIDADE ENTRE HOMENS E MULHERES COMO DESIGUALDADE
Talvez a primeira diversidade percebida pelos e entre os seres
humanos tenha sido aquela entre homens e mulheres, tomando por
base as suas diferenças biológicas, ou, mais claramente, entre seus
corpos.

Nem todas as sociedades e culturas humanas, ao longo da
História, organizaram e interpretaram as relações entre homens e
mulheres da mesma maneira. Especialmente na Pré-História, houve
sociedades poliândricas. Contemporaneamente, é possível perceber
condições distintas entre as mulheres dos países ocidentais e as
mulheres de países muçulmanos. Mais ainda: entre mulheres cam-
ponesas e aquelas que vivem nas cidades; entre mulheres das clas-
ses sociais altas/médias e aquelas das classes subalternas.

De um modo geral, mas não universal, nas mais diversas soci-
edades, as diferenças sexuais entre homens e mulheres serviram de
base para a organização da divisão sexual do trabalho, em que cer-
tas atividades foram atribuídas aos homens e outras, às mulheres.
Usualmente, aos primeiros se reservaram as atividades da esfera
pública e, às segundas, as atividades da esfera privada, vinculadas
estas à reprodução da família e à gestão do espaço doméstico.
Tais práticas sociais, ao mesmo tempo em que se concretiza-
vam, propiciavam representações ou interpretações acerca das
mesmas, conferindo significados aos elementos masculinos e aos
femininos. Assim, masculino foi associado à cultura, àquilo produzido, criado pela ação humana, e feminino foi associado à natureza, àquilo já determinado pela biologia. Essas práticas e representações sociais, por sua vez, engendraram relações de poder assimétricas entre homens e mulheres, estabelecendo a submissão destas àqueles, configurando o patriarcalismo como modelo/padrão dominante da relação entre os dois gêneros. Como se só houvesse este único tipo de relação.

Outras associações vinculadas ao sexo foram sendo elabo-
radas: atribuiu-se aos homens a racionalidade, o pensamento
lógico, o cálculo; às mulheres, a afetividade, as emoções, a intui-
ção. As representações/interpretações dos atributos femininos esta-
vam diretamente articuladas com a procriação e a maternidade.

As formas de viver e pensar o masculino e o feminino tiveram
consequências concretas: reforçaram a estrutura familiar patriarcal e
serviram de justificativa para ações no sentido de acentuar os papéis
sociais atribuídos a homens e mulheres. Assim, deram margem, por
exemplo, a uma educação diferenciada para meninos e meninas, no
sentido de reprodução daqueles papéis sociais distintos, a exemplo
de brincadeiras caracterizadas como masculinas e brincadeiras ca-
racterizadas como femininas. Menina não podia jogar bola, tinha que
brincar de boneca. Incentivou-se a prática de esportes diferenciados
entre os dois gêneros: imagine pensar em mulher jogando futebol, al-
gumas décadas atrás! Nas escolas de 1o e 2o graus, como eram cha-
madas até a LDB de 1996, era ministrada para as meninas uma dis-
ciplina chamada Educação Doméstica, ou Trabalhos Manuais (bor-
dados, por exemplo), preparando-as, assim, para o casamento, a ma-
ternidade, o cuidado com a família. No mercado de trabalho, deter-
minadas profissões eram consideradas masculinas; outras, femini-
nas, a exemplo do magistério, que, aos poucos, foi se feminilizando,
isto é, considerado próprio às mulheres.

texto retirado : http://www.redhbrasil.net/…/mod_3_3.3.2_diver_genero.mulheres_rosa.pdf

Por  : Fernanda

 

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~ por 1efecep em 5 de novembro de 2010.

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